Governo Sartori sofre derrota estrondosa na Assembleia Legislativa

Numa sessão tumultuada, os servidores públicos e entidades representativas resistiram e o Governo Sartori não conseguiu viabilizar o seu Regime de Recuperação Fiscal e o fim do plebiscito para privatização de estatais.

Em três dias de convocação extraordinária da Assembleia Legislativa, o Palácio Piratini não chegou perto de aprovar as propostas que estavam na pauta e sucumbiu. Nas galerias, os servidores públicos comemoraram.

Depois do fracasso no plenário, as atenções se voltam, agora, para a próxima terça-feira (06/02), quando termina o recesso parlamentar e os deputados estaduais voltam do recesso, inclusive, com novo presidente da AL, deputado Marlon Santos (PDT).

Derrotado de forma estrondosa, o Governo Sartori agora começa a perceber que não é o dono da verdade. Mais que isso, a população gaúcha começa a entender que há outras saídas para a suposta crise financeira.

“O Governador precisa começar a trabalhar. Até agora nada foi feito. Ele só atrasou salário e 13º de servidores. Ele só faz precarizar o serviço público, penalizando as pessoas do RS com cada vez menos serviços públicos. Até o momento, ele só fala que não tem dinheiro. Mas nós do Sintergs estamos provando que esse discurso é um embuste”, destaca o presidente do Sintergs, Nelcir André Varnier.

Numa estratégia de desconstruir o discurso do Governo e mostrar a realidade dos fatos, o Sintergs tem intensificado nos últimos meses campanhas que mostram que há saídas para os problemas do RS.

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Além disso, o Sindicato tem denunciado reiteradas vezes os números sobre a situação financeira do Estado. Se por um lado o Governo Sartori critica o Sintergs, por outro não fornece, de forma clara e objetiva, o que preconiza ser a “realidade”.

Durante os três dias de sessão extraordinária da AL, inúmeros deputados estaduais se valeram dos dados pesquisados pelo Sintergs para desconstruir o discurso falacioso do Governo Sartori.

Próxima semana na AL

A partir da próxima semana, a primeira proposta a entrar em debate na AL será justamente a que autoriza o Estado a aderir ao Regime de Recuperação Fiscal da União, que Sartori tentou aprovar nos últimos três dias, sem sucesso. O Sintergs estará mobilizado e trabalhando junto aos deputados para impedir.

Mas além do RRF, o Governo Sartori pretende aprovar as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que permitem a privatização ou federalização de CEEE, Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e Sulgás sem a necessidade plebiscito. E para isso o Pratini não possue, pelo menos por enquanto, os votos necessários.

As dificuldades são grandes, pois para aprovar essas PECs o Governo precisa de 33 dos 55 votos. E pode-se dizer que há forte resistência dos deputados.