MEU AMBIENTE IMPORTA! Sintergs alerta para risco de incêndio e choque elétrico em prédio da IDA/SEAPI, em Pelotas
O Sintergs denunciou, no fim de janeiro, situação que considerada gravíssima no prédio onde funcionam a Inspetoria de Defesa Agropecuária (IDA), o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA) e a Supervisão Regional da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI), em Pelotas, na zona Sul do Estado.
Por meio do Ofício nº 008/2026, protocolado no dia 28 de janeiro, o sindicato alerta oficialmente as autoridades estaduais sobre o risco iminente de incêndio e de choques elétricos no local, em razão das condições precárias da rede elétrica da edificação. A manifestação foi encaminhada à SEAPI com pedido de providências urgentes para garantir a integridade física dos servidores.
De acordo com o Sintergs, laudos técnicos elaborados por engenheiro de segurança do trabalho da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) apontam que a rede elétrica do prédio está condenada, configurando risco grave e imediato.
Além disso, segundo informações colhidas, os extintores de incêndio do prédio são de 2020. Os documentos recomendam, inclusive, a adoção de trabalho remoto até que um laudo conclusivo ateste condições seguras de uso da edificação.
Para o presidente do Sintergs, Nelcir André Varnier, a situação é inaceitável. “Estamos falando de risco real à vida e à integridade física dos servidores. O Estado não pode expor seus trabalhadores a um ambiente que já foi tecnicamente classificado como perigoso. É dever do poder público agir imediatamente”, afirmou.
O Sindicato destaca que, apesar da gravidade apontada nos laudos, parte das unidades segue funcionando de forma presencial, o que mantém os servidores expostos a riscos incompatíveis com as normas de saúde e segurança do trabalho. A entidade ressalta que a simples redução do número de trabalhadores no local não elimina o perigo, já que o uso de energia elétrica é indispensável para as atividades básicas.
A Diretora de Assuntos Regionais e Setoriais do Sintergs, Maria Aparecida Ferreira Frozza, que assina o ofício, reforça a urgência das medidas. “Não se trata de uma reivindicação administrativa comum, mas de uma situação de extrema gravidade. Há recomendação técnica clara para afastar os servidores do prédio até que os riscos sejam eliminados”, destaca.
No documento, o Sintergs requer a adoção imediata de trabalho remoto para todos os servidores lotados no prédio ou, alternativamente, a realocação emergencial para outro imóvel que ofereça condições adequadas de segurança. O Sindicato também cobra a execução urgente das intervenções corretivas na rede elétrica e a emissão de um laudo técnico conclusivo antes de qualquer retorno às atividades presenciais.
A entidade lembra ainda que a Constituição Federal assegura a redução dos riscos inerentes ao trabalho e impõe ao Estado o dever de proteger a saúde e a vida dos trabalhadores. O Sintergs informou que seguirá acompanhando o caso e aguarda resposta formal da Secretaria da Agricultura sobre as providências adotadas.
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