Sintergs denuncia problemas no sistema de ponto digital e cobra solução
O Sintergs manifestou severas críticas ao funcionamento do sistema de ponto digital utilizado pela Administração Direta do Estado. Em documento encaminhado ao Comitê do Ponto, a entidade sindical denunciou falhas no processo de migração de dados, prazos apertados para ajustes, complexidade no processo de justificativas e inconsistências na transmissão das informações. Segundo a 2º Vice-presidente do Sintergs, Priscilla Lunardelli, a falta de comunicação clara sobre a migração de registros do sistema analógico para o digital tem causado confusão entre os servidores.
A entidade alerta que a incerteza quanto à data da migração dos dados pode resultar em duplicidade de registros, sobrecarregando os setores de Recursos Humanos de cada Secretaria, que precisam realizar ajustes manuais de maneira recorrente.
“Outro ponto de preocupação é o prazo exíguo para a correção de inconsistências no registro de ponto. Atualmente, os servidores têm até o quinto dia do mês subsequente para efetuar ajustes, o que é considerado insuficiente, especialmente diante das dificuldades operacionais enfrentadas. A situação se agrava com a frequente falta de papel nos relógios de ponto, impossibilitando a emissão dos comprovantes necessários para revisão e correção das marcações”, salienta.
A complexidade no processo de justificativas também é alvo de críticas. O Sintergs denuncia a falta de padronização nos procedimentos, já que diferentes órgãos cobram informações de maneiras distintas, gerando desorganização e insegurança entre os servidores.
A entidade também menciona a imprecisão no processo de migração dos dados, que deveria ocorrer nos dias 1 e 13 de cada mês, mas que frequentemente se dá em datas aleatórias, sem aviso prévio, dificultando o planejamento dos trabalhadores.
Diante dessas questões, o Sintergs cobra providências urgentes do Comitê do Ponto. A entidade exige:
- Comunicação clara e oficial sobre as datas de migração dos dados, garantindo transparência e previsibilidade para os servidores;
- Extensão do prazo para ajustes de ponto, de modo a permitir que os trabalhadores possam corrigir eventuais falhas sem prejuízo;
- Padronização do processo de justificativas, evitando que cada órgão adote critérios distintos;
- Maior controle sobre a disponibilidade de materiais nos relógios de ponto, prevenindo a falta de papel e assegurando o direito dos servidores à contraprova de sua jornada de trabalho.
“Aguardamos um posicionamento do Comitê do Ponto e reforçamos a importância da adoção imediata de soluções para os problemas relatados, garantindo um processo justo e eficiente para todos os envolvidos”, conclui a dirigente.
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