Servidor terceirizado do DRE morre após alerta do Sintergs sobre condições da reforma do órgão e Sindicato cobra investigação e providências

Servidor terceirizado do DRE morre após alerta do Sintergs sobre condições da reforma do órgão e Sindicato cobra investigação e providências

Mesmo após o Sintergs ter alertado oficialmente sobre os riscos das condições de trabalho durante a reforma do Departamento de Regulação Estadual (DRE), órgão vinculado à Secretaria Estadual da Saúde (SES/RS), um servidor terceirizado que atuava no local acabou falecendo após sofrer uma grave crise respiratória.

O Sindicato havia encaminhado ofício à direção do DRE no início de maio, solicitando medidas preventivas e adequações no ambiente de trabalho. Após o óbito, ocorrido em maio, a entidade reforçou a cobrança por providências junto às autoridades competentes, levando o caso também ao superintendente regional do Trabalho no Rio Grande do Sul, Claudir Nespolo, na quarta-feira (10/06).

O Sintergs recebeu relatos de servidores preocupados com a permanência de atividades presenciais no DRE durante uma reforma estrutural de grande porte, iniciada no final de abril. A obra envolve intervenções em pisos, tetos e paredes, incluindo serviços de reboco, lixamento, substituição de revestimentos e outras atividades típicas da construção civil.

Diante da situação, o Sindicato protocolou, em 7 de maio de 2026, o Ofício nº 037/2026 junto à direção do Departamento, alertando sobre os impactos da reforma e solicitando informações sobre as medidas adotadas para reduzir os transtornos e preservar a saúde dos trabalhadores.

Até o momento, segundo a entidade, não houve resposta oficial ao documento. Em meados de Maio, chegou ao conhecimento do Sintergs o relato de que um servidor terceirizado que atuava no DRE sofreu uma grave crise respiratória e faleceu. O trabalhador não fazia parte da equipe responsável pela execução da reforma, mas exercia suas atividades no ambiente onde os serviços estavam sendo realizados.

O Sindicato ressalta que o caso precisa ser investigado pelas autoridades competentes, sem qualquer conclusão antecipada, para apurar as circunstâncias do óbito e verificar eventual relação entre as condições ambientais do local, incluindo a exposição à poeira e aos resíduos da reforma, e o problema respiratório que levou à morte.

O DRE é um setor estratégico da Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul. O Departamento é responsável por organizar, coordenar e controlar o acesso da população aos serviços de saúde de média e alta complexidade dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), atuando na regulação dos fluxos de atendimento em todo o Estado.

Segundo relatos recebidos pelo Sindicato, os servidores continuam desempenhando suas funções no local durante a execução das obras, convivendo com ruídos constantes, poeira, resíduos de construção, circulação de materiais e trabalhadores, além de dificuldades relacionadas à infraestrutura, como instabilidade da rede de internet.

Após o falecimento do trabalhador terceirizado, o Sintergs levou o histórico de alertas e cobranças ao Superintendente Regional do Trabalho no Rio Grande do Sul, Claudir Nespolo, reforçando a necessidade de apuração das condições de saúde e segurança no ambiente laboral e de adoção imediata de medidas preventivas. Para a 2ª Vice-presidente do Sintergs, Priscilla Lunardelli, o caso demonstra a necessidade de respostas rápidas e responsáveis.

“O Sintergs alertou previamente sobre a situação e buscou diálogo para que medidas preventivas fossem adotadas antes que algo mais grave acontecesse. Agora, diante da morte de um trabalhador que atuava no ambiente do DRE, é fundamental que haja uma investigação criteriosa e que sejam tomadas providências para proteger todos os servidores e trabalhadores que frequentam o local”, afirmou.

O Sindicato solicita a adoção de medidas emergenciais enquanto perdurarem as obras, incluindo a avaliação de teletrabalho, regime híbrido, escalas presenciais reduzidas ou realocação temporária das equipes. A entidade também cobra informações sobre o cronograma da reforma e as ações previstas para controle de poeira, ruídos, limpeza, ventilação, segurança e manutenção das condições adequadas para o funcionamento do serviço público.

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