MEU AMBIENTE IMPORTA! Servidores da 8ª CRS enfrentam insegurança e ameaças em Cachoeira do Sul enquanto plantonistas do DRE são submetidos a dormitórios insalubres na Capital

MEU AMBIENTE IMPORTA! Servidores da 8ª CRS enfrentam insegurança e ameaças em Cachoeira do Sul enquanto plantonistas do DRE são submetidos a dormitórios insalubres na Capital

Um cenário alarmante de desamparo, insegurança, degradação e péssimas condições de trabalho atinge servidores públicos de nível superior que atuam na 8ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), em Cachoeira do Sul, e no Departamento de Regulação Estadual (DRE), em Porto Alegre. A denúncia chegou ao Sintergs, sindicato que representa mais de dez mil servidores de nível superior que trabalham no Poder Executivo do Estado, e a entidade solicitou medidas urgentes ao Governo do Estado. Na 8ª Coordenadoria Regional de Saúde, os relatos dão conta de uma rotina marcada por pânico, agressões físicas e verbais, ameaças graves e furtos frequentes.

O clima de extrema vulnerabilidade é agravado pela ausência total de controle na portaria e pela presença ostensiva de transeuntes no entorno que consomem bebidas alcoólicas, drogas e portam armas brancas. A situação já resultou em invasões à sede, agressões a trabalhadoras na sala de regulação e até na Ouvidoria do SUS, além de roubos contínuos de pertences pessoais de servidores em suas próprias mesas de trabalho. Diante do colapso na segurança e do descaso administrativo, o Sintergs adotou providências imediatas e acionou diretamente o Chefe da Casa Civil do Governo do Estado e ex-Secretário Estadual de Segurança Pública, Delegado Ranolfo Vieira Júnior, cobrando intervenção urgente do Poder Executivo.

Além disso, ofícios formais exigindo medidas protetivas emergenciais foram encaminhados à Secretária Estadual da Saúde, Lisiane Wasem Fagundes, ao Diretor do Departamento de Gestão de Pessoas da SES, Marco Antônio da Cunha Weber, e ao Diretor do Departamento Administrativo da Secretaria da Saúde do Estado, Gilmar Tadeu do Nascimento Fonseca. O sindicato exige a instalação de vigilância patrimonial contínua, rígido controle de acesso, apoio psicológico pelo programa PROSER e a reabertura de expedientes administrativos arquivados sob a justificativa de “assunto superado”, enquanto os episódios de violência continuam a se multiplicar.

“Não aceitaremos que os servidores públicos continuem expostos a riscos graves e a péssimas condições de trabalho que ferem a dignidade humana no exercício de suas rotinas. Já denunciamos isso outras vezes e vamos seguir apontando os problemas, buscando e cobrando soluções”, afirma o presidente do Sintergs, Nelcir André Varnier.

Nas dependências do prédio de Cachoeira do Sul, são armazenados insumos de altíssimo custo, materiais biológicos destinados ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), medicamentos e lotes estratégicos de vacinas que abastecem os serviços de saúde de diversos municípios. Sem uma guarda patrimonial ostensiva e sem barreiras físicas de proteção, todo esse acervo crucial de saúde pública permanece exposto e vulnerável.

Situação preocupante também no DRE

Como se não bastasse a crise de segurança no interior do Estado, a fiscalização do Sintergs constatou também desrespeito aos profissionais da saúde na capital. Um relatório técnico elaborado após vistorias presenciais nos dias 2 e 10 de setembro de 2026 pelo engenheiro civil e diretor do Sintergs, Guilherme Toniolo, revelou condições degradantes e de alto adensamento nos dormitórios masculino e feminino destinados aos servidores plantonistas do Departamento de Regulação Estadual (DRE), localizados na Avenida Bento Gonçalves, nº 3.722, em Porto Alegre.

O laudo apontou que salas de apenas 9,60 m² foram superlotadas com beliches, eliminando rotas de circulação, comprometendo a privacidade, o conforto acústico e a segurança, além de colocar em xeque a qualidade da renovação do ar e da climatização em espaços criados para o repouso de quem cumpre jornadas exaustivas de plantão.

“É urgente que o Governo do Estado e a Secretaria da Saúde assumam o dever de tutelar a vida, a saúde e o bem-estar mental do quadro funcional, implementando ações imediatas de segurança e readequação infraestrutural”, cobra a 2ª Vice-presidente do Sintergs, Priscilla Lunardelli.

Diante desse cenário, o Sintergs reivindica a imediata reavaliação das condições dos dormitórios masculino e feminino destinados aos plantonistas, considerando as constatações e recomendações do Relatório Técnico de Vistoria. A entidade também pede a revisão da capacidade máxima de ocupação de cada dormitório, com a consequente reorganização ou redução do número de leitos para assegurar espaços adequados de circulação, acesso, segurança, privacidade e repouso.

Além disso, o Sintergs cobra a realização das avaliações técnicas complementares indicadas no relatório, especialmente quanto à renovação do ar, climatização e conforto acústico, a adoção das adequações físicas e de manutenção necessárias nas instalações e equipamentos, e o envio de uma resposta formal ao sindicato com as providências e o cronograma de implementação.

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