MUS entrega documento com análise do pacote e reitera que Leite promove arrocho salarial

MUS entrega documento com análise do pacote e reitera que Leite promove arrocho salarial

O Sintergs participou na segunda-feira (21) de uma reunião com a cúpula do governo do Estado e voltou a repudiar o pacote com uma suposta reforma administrativa, que será entregue à Assembleia Legislativa e que agrava ainda mais a situação de desmonte do serviço público no Rio Grande do Sul.

A reunião teve a presença da diretoria do Sintergs e também de outras entidades vinculadas ao Movimento Unificado dos Servidores (MUS), que apresentou um dossiê classificando as medidas do plano de redução salarial. Pelo governo participaram do encontro o chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, os secretários-adjuntos da Fazenda e Planejamento, Jorge Luis Tonetto e Marcelo Soares Alves, e o Procurador-geral do Estado, Eduardo Costa.

O presidente do Sintergs, Nelcir André Varnier, questionou o governo sobre as compensações fiscais garantidas pela Lei Kandir, que acumulam perdas superiores a R$ 67 bilhões. “Se considerarmos as perdas líquidas de 2018, que são R$ 4,8 bilhões, e multiplicarmos por dez anos, teremos R$ 48 bilhões em ressarcimentos. Somados ao saldo de R$ 67 bilhões, teríamos um incremento na receita de R$ 115 bilhões, ou seja, quase cinco vezes a economia que o governador quer promover com a retirada de direitos e arrocho salarial”, disse Nelcir.

O diretor vice-presidente, Guilherme Toniolo, manifestou sua “decepção” ao avaliar o conteúdo do pacote. Disse acreditar que a administração pública tivesse intenção de organizar o Estado, e não apenas retirar direitos de servidores.

“Fiquei muito decepcionado com a falta de coragem da administração e dos gestores ao não incluir a proposta da data-base na tal reforma, porque mostra que a intenção do atual governo não é organizar o Estado de fato. A grande massa de servidores, aqueles que entregam o serviço público essencial para a sociedade, permanece sem reposição de perdas inflacionárias há cinco anos. Mas os amigos do rei continuam ganhando vantagens”, afirmou.

O dossiê do MUS foi oficialmente protocolado na Casa Civil, apesar de o governo ter protelado o prazo de apresentação das contrapropostas aos sindicatos. O estudo foi elaborado com dados da Fessergs, Afocefe, Sindispge e Sintergs. O secretário Otomar garantiu que a mesa de negociações está aberta, mas que muitas das alterações propostas dependem da aprovação da PEC 06/2019, da reforma da Previdência, que deve ser votada nesta terça-feira (22) no Senado.

A principal preocupação das categorias é com relação às aposentadorias e com a impossibilidade de incorporar gratificações temporárias que significam, em muitos casos, mais da metade dos vencimentos. “O governador tem participação ativa sobre os danos que esta reforma promoverá aos trabalhadores e servidores públicos, já que trabalhou ativamente para sua aprovação. Temos que lembrar as categorias disso sempre, daqui para frente, e observar o que vem ocorrendo no Chile para termos uma ideia do nosso futuro”, completou.

Veja em anexo o documento entregue pelas entidades:

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