Sintergs alerta para perdas salariais e cobra política de recomposição ao discutir situação do IPE Saúde
O aumento das alíquotas do IPE Saúde não poderia estar desvinculado de uma política de valorização salarial única para todos os servidores, como a data-base. A defesa é do 1º Vice-presidente do Sintergs, Danilo Krause, que participou da audiência da Comissão de Segurança, Serviços Públicos e Modernização do Estado da Assembleia Legislativa, na quinta-feira (13/11).
O encontro reuniu entidades sindicais, especialistas e parlamentares para avaliar os impactos das mudanças implementadas na reforma do IPE Saúde de 2023, que elevou alíquotas, passou a cobrar dependentes e contribuiu para a redução no número de segurados e prestadores credenciados.
Segundo o 1º Vice-presidente do Sintergs, nos últimos anos, o Governo impôs uma queda nominal salarial superior a 80%, alimentando forte tensão nas relações com o funcionalismo e suas representações, refletindo também no IPE Saúde.
Danilo Krause, que também é membro titular do Conselho de Administração do IPE Saúde, defendeu maior clareza na gestão e na comunicação com os servidores.
“O IPE Saúde é um patrimônio dos servidores públicos gaúchos, e qualquer mudança deve ser feita com diálogo e transparência. Agora, o problema não é o IPE Saúde. É preciso entender isso. O problema é a defasagem salarial dos servidores públicos do RS somado ao aumento das alíquotas e cobrança de dependentes”, afirmou.
O diretor de Assuntos Previdenciários e Saúde do Sintergs, Sylio Alfredo Petzhold, destacou que a reforma ameaça o acesso à saúde do funcionalismo, devido a descredenciamentos próprios ou de seus dependentes.
“O IPE tem uma função social e é um plano solidário e muito forte, baseado na contribuição mútua e na valorização dos servidores públicos. E assim deve permanecer”, pontuou.
Durante a audiência, o Sintergs reafirmou que seguirá acompanhando de forma rigorosa o processo de reestruturação do Instituto, cobrando medidas que garantam sustentabilidade financeira e atendimento digno. A entidade reforçou, ainda, que o debate precisa envolver a sociedade e o funcionalismo para assegurar soluções que preservem o direito à saúde dos servidores do Rio Grande do Sul.
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